Capítulo 2 – A caminhada do Solitário.
Um ano atrás…
– Porque?… Não faça isso, as pessoas vão pensar que eu fui o motivo de você ir embora… – Heather diz…
– Heather… Eu preciso da sua ajuda, prefiro que pensem que você é o motivo, do que ter que abrir esse íntimo… Não posso, não é certo comigo e com o Richard, ele já se perdoou… Eu não! – Stevie estava com uma aparência acabada…
– Stevie, não é melhor você enfrentar? Peça pra Deus tirar essa dor do teu coração! – Heather pede pra Stevie ficar e enfrentar…
– Não conseguirei, vou precisar que você faça esse sacrifício! Eu sei, mas não é culpa de ninguém, nem de você, nem de Richard, nem de Jesus… A culpa é exclusivamente minha, esse fato faz 3 anos, e eu não consigo superar! Por favor, as pessoas vão pensar, mesmo você não fazendo, elas sempre vão pensar algo, eu enfrentei quantos boatos e você é justamente a pessoa que eu preciso agora, afinal já nem ligo mais! Você é minha amiga, preciso de você nesse momento… – Stevie pede satisfatoriamente…
– Tudo bem Stevie, mas vê se volta logo! – Heather dá um abraço em Stevie…
– Eu volto! – Stevie então vira as costas e vai em direção ao carro… Heather vira e as pessoas estão olhando com uma cara sugestiva…
– Pronto… Começou…!
———————————————————————————————————————–
– Eu não acredito, esse moleque desse
Richard não aprende NUNCA! – Nancy está batendo desesperada na porta da casa de
Richard, Nancy está acompanhada de Nany sua irmã e Brad que está no carro
esperando as duas…
– Ele não tá em casa Nancy, não
adianta bater! – Nany tenta acalmar sua irmã… – Nancy então muito irritada
com a situação, tenta abrir a porta da casa de Richard, ela gira a maçaneta e
por incrível que pareça ela é correspondida com a porta aberta, visivelmente
alterada ela entra e fica parada…
– O que aconteceu aqui? – Nancy
olhando surpresa, enquanto Nany corre e observa junto…
– Nancy, pelo amor de Deus o que
aconteceu? – Brad escuta a Nany surpresa, sai do carro e vai correndo…
– Realmente… É melhor ligar pra
polícia! – A cena da sala de Richard era tensa, retratos quebrados, tudo
revirado, uma bagunça terrível, não parecia humano que tinha feito aquilo…
Brad curioso, olha atrás do sofá de Richard e lá vê um chapéu e estranha…
Nancy liga para a polícia…
Eles mal imaginavam o que Richard
estava passando naquele momento, nunca passariam na cabeça deles… Richard
estava em frente a sua própria casa no mundo paralelo, olhando aquele lugar
horrível, sombrio e com um clima de frio imenso…
– Que frio… Eu achei que isso
seria quente igual ao inferno…! – Richard fala, todos então observam…
– Então esse é o mundo
paralelo…– Stevie olhando ao seu redor…
–
Parece que sim… – Kalvin concorda…
–
E agora? O que fazer? O que Jesus pediu pra você fazer? – Armando pergunta…
–
Eu? Todos! – Richard já deixando claro que a missão é de todos…
–
Provavelmente você é o cabeça, afinal né! – Armando afirma…
–
Pode ser, mas vamos ficar unidos… Vamos ficar mais fortes, juntos nós iremos
conseguir tranquilamente! – Benny lança essa frase motivacional perante todos
ali…, Mas Peter não estava bem, estava suando frio, estava tremendo muito e não
conseguia reagir as falas motivadoras…
–
Irmão, você tá bem? – Josh então se preocupa com Peter…
–
… – Peter não responde nada… Koda que estava à esquerda de Peter percebe
ele soar…
–
Peter? Responde! Estamos preocupados cara! – Peter então…
–
NÃO É NADA!!!! – Ele grita e sai correndo pelo mundo paralelo… Ele tem uma
crise de ansiedade tremenda, desnorteado, ele vai invadindo as ruas… O grupo
está atrás dele correndo e começa a perder ele de vista…
–
PETER!!! VOLTAAAAAA! – Richard gritando e correndo desesperado atrás de
Peter…
–
CORRE GENTE, NÃO PODEMOS DEIXÁ-LO SE PERDER AQUI! – Kalvin também muito
desesperado e começando a ficar ofegante, afinal foi uma arrancada e tanta.
Peter então some no meio de um nevoeiro, o grupo perde-o de vista…
Peter Collen
Peter
Collen talvez não fosse o maior exemplo de socialização como ser humano, mas
tinha uma capacidade imensa e o que mais se destacava era a criatividade
abundante que ele tinha, tanto que Peter era o rapaz que cuidava da parte de
informações e tecnologia da própria igreja, era um rapaz um pouco alto, magro,
tinha um cabelo arrepiado, sempre na dele, ninguém o conhecia muito, talvez
esse fosse um dos maiores perigos, porque você geralmente não navega as cegas,
afinal não sabe o que vai encontrar por lá, mas os corações são oceanos
profundos cheios de segredos e sabemos que cada um sofre de uma forma ou de
outra. Quem disse que a vida de um cristão é fácil?
Peter para de correr e resolve
parar, afinal estava muito cansado, já tinha perdido o grupo de vista e não
sabia o que fazer, até ali aquele momento, o arrependimento começava a invadir
a sua cabeça, porém a situação já estava feita e agora era lidar com a situação
toda sozinho…
– Não acredito… De novo essa
crise de ansiedade! Ah Deus, não acredito, não é possível! – Peter olha para o
lado e então observa uma casa bem estranha… Ele olha aquilo, desconfia, mas
entra pra tentar estar protegido, afinal aquele mundo paralelo era bizarro, se
via alguns corpos no chão, se via muito sangue, se ouvia muitos gritos, de
sofrimento e de dor, dava-se pra ouvir até risadas, mas eram risadas e
gargalhadas macabras de quem estava aplicando dor, ódio, maldade e entre outras
perversidades que poderiam ocorrer…
Peter entra na casa, tenta ligar a luz, mas a luz não funciona, ele olha pra um
sofá e ali ele resolve sentar, encosta a cabeça e relaxa… De repente…
–
Ei… – Peter toma um susto! Afinal ele estava sozinho em casa na casa, ou achava
que estava…
–
Quem tá aí? – Peter pergunta…
–
Calma (Uma voz bem calma) – Peter então responde…
–
Quem É QUE TA AI? – Peter pergunta gritando e irritado…
–
É um amigo seu! Um amigo que esteve sempre perto de você… Eu hoje eu vim
ajudar você a finalmente resolver o seu problema… – A voz bem firme e tão
quanto convincente faz com que Peter dê créditos para a voz…
–
Você não conhece os meus problemas, você nunca me viu! – Peter era um pouco
inocente também, então essa voz não demorou muito pra conseguir convence-lo, do
que? Não se sabe…
–
Sei sim meu querido, você se sente tão sozinho, você aprendeu a mexer com
tecnologia e nunca foi tão bem recompensado, você merece um mundo muito melhor,
você merece um destino muito melhor meu grande homem… – A voz soa convincente
aos ouvidos de Peter…
– É, tem razão… Eu me sinto assim, mas a
troco de que você iria gostar de me ajudar? Eu estou aqui por Jesus!! Eu me
perdi dos meus amigos, mas eu já estou indo procura-los… Então melhor eu
ir… – Peter responde e levanta para se retirar, quando…
–
Nem pela Andy? – Andy, era uma menina que Peter gostava, nunca tinha comentado
com ninguém, sofria calado ao ver pessoas conversarem com ela, tentava
disfarçar ao vê-la passar, mas sozinho ficava, observava e a dor cantava dentro
do seu coração, Peter não tinha muita expectativa, mesmo sendo da igreja…
–
Eu conheço o seu coração Peter, eu sei o que você gosta, o que você almeja, a
pessoa que você quer, eu posso te dar tudo isso ai viu, só confiar em mim…
Faz assim, sobe essas escadas, e entra a segunda porta a direita… – Peter
escuta essa voz e como a voz tinha falado de uma garota em que só ele mesmo
sabia, facilmente foi convencido, Peter entrou no mundo paralelo e um dos seus
defeitos era esquecer que a oração resolve e faz um canal direto com Deus, ou
seja, subir aquelas escadas foi de uma forma completamente irresponsável, mas
fazia parte de algo… Tinha que acontecer… Peter subia cada degrau
imaginando Andy ao seu lado, ali na hora de editar algo, na hora de mexer em
algo, na hora de almoçar, na hora do culto, na hora de ir embora, na comunhão,
a cada degrau era simplesmente um motivo maior pra chegar onde a voz estava,
afinal ela sabia sim o que era o sofrimento do querido Peter, sabia de
verdade…
–
Isso meu querido, entre na segunda porta a direita! – Peter então vai andando
sim, já um pouco mais confortável… Abre a porta de vagar, com aquele barulho
de porta velha abrindo e enquanto ele vai abrindo, aquela cena nos olhos de
Peter, ele percebe então que aquilo ali era um banheiro… Ele finalmente abre
a porta por completo… O chão daquele banheiro estava todo sujo de preto, e
quanto mais chegava perto da banheira, ficava mais preto e mais sujo, só que
estava tudo tão escuro, então Peter não conseguiu identificar muita coisa… De
repente…
–
Até que enfim meu garoto! – A voz vem da direção da banheira, Peter percebe que
há uma boca mexendo no meio daquele formato de algo dentro da banheira, Peter
se assusta de início e diz…
– Como você pode resolver
problemas e ser tão HORRÍVEL! – A voz responde…
– É de tanto resolver problemas
como os seus, meu incrível garoto, as vezes nós ficamos com uma aparência mais
velha né… Sente-se aí nessa cadeira… – Peter então senta na cadeira como se
nada tivesse acontecido e então cruza as pernas e escuta…
–
Eu imagino como deve ser doloroso, você em um grupo, onde você menos fala, onde
você não é notado né! Mas eu te prometo que hoje você vai ser notado e hoje
você vai ter uma solução pros seus problemas! – A voz continua a ditar as
regras para Peter…
–
Mas eu não entendo como as pessoas não me percebem, eu queria ser diferente, eu
queria poder abrir mais a boca pra falar, mas eu não consigo! – A voz então
responde a ele!
–
Com mais intimidade, eu me chamo Lili, prazer, eu tenho uma novidade pra te
contar, porque você não conhece um mundo regado a pessoas que trarão
felicidades? – Lili então puxa um colar todo brilhoso, repleto em joias, em
específico, rubis! Um colar grande mesmo, e então segurou e pediu para que
Peter olhasse dentro daquele colar, sentado dali mesmo… Peter então olhou e
observou. Dentro daquele colar então mostrava para Peter o quanto uma vida
regada a tanta coisa, Peter estava vendo coisas, estava vendo algumas questões
ali e achando até interessante, ele via um rapaz com várias garotas ao seu
lado, todas animando o mesmo e ele pensando, até se sentindo confortável,
porque eram muitos sorrisos, era gostoso de ver tanta felicidade… Peter então
pergunta…
–
As pessoas nesse lugar não vão a igreja? (A tamanha inocência de Peter) – Lili
pergunta pra ele…
–
Pra que Igreja? Você acha que Igreja traz felicidade? – Peter responde…
–
Claro que sim! – Lili então responde…
–
Porque você está tão triste e sozinho nesse lugar? – Peter então observa um
pouco a realidade dos fatos… Mas Peter estava sendo coagido a algo e não
percebia que ele mesmo tinha feito tudo aquilo sozinho, uma tristeza por não
ter conseguido chegar perto da Andy, fez com que ele abrisse um pedacinho de
nada no seu corpo de algo chamado tristeza, aquilo foi se abrindo a cada
passagem dela ao seu lado, a cada oi dando pra alguém e não pra ele, a cada
saída que todos davam e ele só observa como ela fazia os outros felizes, menos
ele! Aquela tristeza já havia se tornado algo tão IMENSO dentro dele que virou
um rio, pouco a pouco se tornava um mar e logo iria tornar um oceano, o coração
de Peter estava sendo tomado…
–
É verdade Lili, eu estou bem triste, acho que você tá coberta de razão, nossa
finalmente achei alguém que me entendesse! – Peter começa a esbanjar um pouco
de felicidade e então Lili fala…
– Vista esse colar, você vai
gostar do que tem do outro lado desse colar! Todos que você viu dentro dele,
estão usando o mesmo! Aproveita!!!! – Peter então vai de vagar, coloca a mão no
colar, perto daquela criatura horrorosa, quando então ele chega bem perto de
colocar a cabeça… Uma mão…
–
O que você está fazendo? – Uma outra voz atrás de Peter… Quando Peter vira e
olha, era um rapaz bem parecido com Stevie, vestido de social branca, calça
branca, sapato branco, tinha até um chapéu de Cowboy branco!
– Stevie? Como você me encontrou?
– Então o rapaz responde…
– Quem é Stevie? Ahhhhhhh, o
Stevie Ray, ele é meu filho! – Peter então responde…
– O senhor é o Pai do Stevie?
Nossa que legal, por isso ele tem essas tendências de Cowboy… – O rapaz de
branco responde…
– Ok, tá bom, pode ser! Mas eu
vim aqui falar contigo outra coisa! O que você pensa que tá fazendo? – Peter
responde…
–
Eu estou pondo fim na minha tristeza! Acho que já estava na hora de eu
reagir… – O rapaz responde
– Desse jeito? Você querendo
enfiar sua cabeça em um colar, sob ordem de alguém que você acabou de conhecer?
Que péssima escolha! – Peter então responde irritado…
–
Você piorou então, porque você acabou de chegar e está querendo por ordem onde
você mesmo nem sabe e nem conhece… – O rapaz da um simples sorriso e diz…
– Eu te conheço antes mesmo que
você viesse ao mundo Peter! Você sempre teve um grande coração OLHE PARA TUDO
CONQUISTADO! – Peter então raivoso responde.
– O que você sabe sobre sofrer? O
que você faria se fosse os seus sentimentos? – O rapaz então da um sorriso e
diz…
– O que eu sei bem na pele que sofrer,
SALVA! Sei também, que tem pessoas esperando abertura pra ajudar a levantar
esse cajado que está na sua mão, sem precisar de colares! O que você pensa
sobre isso? – Peter então vai responder…
– O que… – O rapaz interrompe e
diz…
– Você não! Esse rapaz aqui que
entrou agora aqui! – O outro que entra naquele banheiro, com uma guitarra nas
costas, parecia muito com Koda! Peter então pergunta…
– Koda? Ahhhhhh sim, o meu filho
Koda! Garoto bacana! Ah e o que eu faria sobre isso? Eu levantaria minha cabeça
e observaria mais as coisas! Bem meu filho, você sabe o que fazer… – Os dois
rapazes vestidos de branco observando tudo aquilo ali terminam e dizem…
– Eu sou por você! Nunca esqueça
disso! – Estranhamente aqueles saem pela porta… Peter então começa a notar um
detalhe importante, a Lili estava congelada e não conseguiu falar absolutamente
nada, não sequer mover e ter uma atitude perante aqueles dois vestidos de
branco. Peter com a mão naquele colar ainda, quando então Lili retoma ao
normal…
– Coloque o colar! – Peter então
quando olha bem e percebe estava segurando, era uma corda com um nó de forca e
sua cabeça estava quase dentro, aquela corda simbolizava o suicídio…
Noemi tinha perdido marido e
seus filhos, trágico, completamente trágico, é claro que ela perdeu totalmente
a sua vontade de viver, perdeu a sua alegria, perdeu a vontade de ter
companhias e claro que em algum momento ela desconfiou que Deus a tinha
abandonado… Ela estava errada, apesar da situação que pudesse “justificar”
aquilo, ela nunca deveria ter pensado que Deus havia a abandonado… Deus foi
muito maravilhoso, usou sua nora Rute, através de Rute, Deus restaurou a
alegria de Noemi, Noemi voltou a enxergar tudo colorido, afinal Rute se tornou
uma amizade leal a Noemi.
“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e
deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que
pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus (Rute
1:16)”
Jesus não iria deixar Peter
sozinho naquele momento, ele coloca amigos e simbolizam pessoas para que você
as observem e veja que o cajado será suportado não só por você, se está pesado,
tem alguns que vão segurar sim com você! Peter iria se entregar porque aquela
aberração viu aquela brecha aberta em seu coração e começou a entrar e a varrer
toda a bondade, deixou apenas o sentimento de insatisfação e solidão…
Enquanto isso…
A
Polícia estava na casa de Richard e estava averiguando os fatos, muitas coisas
quebradas, alguns veículos na frente da casa de Richard…
– Senhor, o que você acha que
pode ter acontecido? – Nancy pergunta ao policial, Nany está abraçada com
Nancy…
– Ao que se sabe, Richard não
estava sozinho! Richard sempre gostou de ter amigos, até na época de corporação
(O policial conhecia Richard)! – Nancy tem algumas dúvidas então na sua cabeça
e diz…
– O único que vem pra cá é o
irmão dele e de vez em quando, afinal o Irmão dorme na loja de doces… – O
Policial então responde…
– Aquela caminhonete ali… É do
Stevie, puxamos a placa aqui e conseguimos identificar, a moto aqui parada na
frente é do Armando, uma certeza eu tenho, Richard teve bastante companhia essa
noite… Nancy que era abismada com as coisas, começou a imaginar milhões de
coisas na sua cabeça, até que o policial indaga algo…
– Pode ter sido sequestro também,
precisamos saber quantos estão junto com Richard, periciar os fatos e verificar
o que realmente está acontecendo… – Nancy então cai desmaiada nos braços de
Nany, Brad corre para socorre-la também, uma equipe médica é chamada ao
local…
Peter ao se deparar aquela
situação, percebendo que aquela Lili era uma aberração demoníaca que queria
ceifar a sua vida…
– EU NÃO VOU COLOCAR COLAR
NENHUM! – Então Peter tenta tirar aquela corda que simbolizava o suicídio da
sua cabeça… Lili então com toda fúria…
– Você vai colocar sim!! – Lili
então vai pra cima de Peter que se defende, ela tenta colocar na sua cabeça,
aquela corda pra trucidar e condenar a vida de Peter, Peter então começa a
sentir, aquela ferida começar a cicatrizar, ele sentia que o medo não poderia
tomar a vida dele nessa proporção, a cada centímetro que a ferida do seu
coração ia fechando, ele ganhava mais força pra lutar contra Lili… Lili era o
Demônio da depressão, é o mais presente entre as pessoas, ela era a responsável
por abrir a ferida que uma pequena tristeza causava, Peter se ligou aos 45
minutos do segundo tempo, quando quase ceifou a própria vida… Lili quando
percebeu que Peter estava com mais força que o normal, resolveu largar e
confrontá-lo de outra forma, frente a frente… Peter então pega a cadeira que
estava sentado, e joga no demônio que desvia e diz…
– Você não pode me vencer, você
não tem condições pra isso! – Peter então responde…
– Você é tão suja e tão lixosa,
que tenta atrair as pessoas para se matar, você é uma completa doente e sádica,
merece a destruição, seu demônio maldito! – Lili responde…
– Eu dou uma nova chance, é um
lugar em que você vai ter companhias iguais a você, fracassado, tristes, que
não tem expectativa, não tem uma namorada ou alguém que queira e vão para lá…
Vamos facilitar, deixe fácil, coloque sua cabeça dentro dessa corda e vá para
lá… – Peter sente chateação na hora em que o Demônio Lili fala sobre a sua
questão de relacionamento, logo veio Andy a sua mente, Peter não se sente
abatido e diz…
– Você é burra mesmo, é o tipo de
pessoa que quer comprar honestidade passando cheque sem fundo, meus parabéns,
você é tão nojenta quanto qualquer lixo jogado na rua… – Peter sente o seu
coração a se encher de novo, de muita garra e muita coragem…
– Em nome do senhor Jesus… Eu
te repreendo! Você não pode contra o Deus que eu creio… Me desculpe senhor em
não ter te consultado antes, MAS EU SEI QUE O SENHOR SEMPRE ESTEVE COMIGO!
(Lili começa a se estrebuchar e a gritar), EM NOME DO SENHOR JESUS, VOCÊ ESTÁ
DESTRÚIDO, AS TREVAS NÃO PODEM VENCER A LUZ! SEJA QUEIMADA E DESTRUÍDA NO FOGO
DO INFERNO! – O demônio Lili se estrebucha, se contorce e grita
desesperadamente como se queimasse em um fogo em que não enxergava, a corda
fica cai ao chão… Peter após aquilo, sente uma paz imensa dentro do seu
coração, o seu medo tinha sido superado… A presença de Jesus esteve presente
e mesmo que ele não tenha percebido pelo coração cheio de mágoas, ele se
superou! Ele então olha a corda… Ele então sai do banheiro onde estava e
observa que tem mais outra porta ao final do corredor e ele ouvia alguns
gemidos estranhos como se fossem de dor, de algumas pessoas sendo consumidas…
Ele então corre até aquela porta, via-se um Peter mais encorajado e mais forte,
mais revestido com muita vontade de lutar… Ao abrir a porta, ele se depara
com alguns jovens dentro da sala e que estavam com um “colar” daqueles nas
mãos, então Peter imaginou que não era só aquele demônio Lili que estava
atuando para isso, eram várias distorções daquela coisa horrorosa, Peter então
vai até um jovem, um rapaz bonito, tentando colocar a cabeça dentro daquela
corda que na visão dos jovens ali, pareciam sim um colar de rubi, ou seja
quando Peter estava ali sendo persuadido pelo demônio, a cena que ele via era
de algo bonito que te levaria pra destruição, Peter então coloca a mão na
cabeça daquele jovem, dava pra ver a tristeza dentro dos olhos daquele rapaz…
O que estava acontecendo? Esses demônios persuadiam todos aqueles no mundo real
a se afundarem, mostrando colares, mostrando coisas bonitas em um mundo em que
NÃO existia, aquilo que se via dentro da corda, aquele mundo bonito e
maravilhoso com pessoas daquele jeito, nada mais era que aquele mundo paralelo
horroroso com várias criaturas demoníacas e tudo o que havia de ruim, Peter
estava como um missionário e tinha conquistado o seu objetivo de vencer todas
aquelas dificuldades que ali o impediam de lutar! Peter então com a mão na
cabeça do jovem olha pra ele e diz…
– Fecha teus olhos…! – O jovem
completamente abatido… Era notável, fecha os olhos…
– Senhor meu pai, tira esse jovem
desse local, ele tem uma vida inteira pela frente, eu te peço misericórdia
dessa alma, infelizmente esse mundo todo oferece coisas que a carne humana não
pode negar, mas o senhor pode nos ajudar a negar sim, nós somos pecadores,
temos uma natureza pecaminosa, mas o senhor está conosco todos os dias, faça
com que esse rapaz te observe mais senhor, que ele te aceite cada vez mais
dentro do coração dele senhor… Meu pai obrigado, eu te agradeço… Em nome de
Jesus… Amém! – Peter então ora firme na cabeça do Jovem que estava perdido,
Peter causa uma luz tremenda dentro daquele quarto depressivo, o jovem olha pra
ele…
– Obrigado! – O jovem então
desaparece das mãos de Peter como uma luz branca, como se tivesse sido tirado
daquele mundo… Sucessivamente Peter começou a fazer isso um a um, um ele
sentia que deveria ter uma oração mais forte, no outro ele orava e a pessoa
acabava desaparecendo como uma luz branca… Eram almas sendo libertas e
devagar Peter foi libertando, libertando e libertando!
Depois de vencer aquela praga da
depressão que estava sondando a sua vida, Peter sai daquela casa onde estava,
senta ali na pequena escada de entrada da casa, puxa uma foto do bolso… Era a
foto dele com Andy em um congresso de jovens que tinha ocorrido no ano
passado… Ele observa o seu sorriso ao lado de Andy, ali naquela foto parecia
tão falso, forçado, porque ele queria estar sendo chamado de namorado ali por
ela, algo que ele pudesse colocar na parede do quarto e poder dedicar-se pra
aquilo tudo…
– Eu vou tornar esse momento
real, de verdade, talvez agora eu possa… – Peter olhando para a foto…
Peter havia derrotado um
problema grande em sua vida depois de anos de solidão, de tristeza de algo que
para alguns era impossível, para ele não se tornou impossível, ele confiou
plenamente que Deus poderia vencer sim, ele vence! Jesus usou a figura de
algumas pessoas que Peter poderia se adaptar mais como amigo, Jesus foi
maravilhoso, é maravilhoso a todo instante, mas aquele momento com Peter foi
único, então se revela que um dos propósitos de Jesus a ter levado todos ali
aquele mundo paralelo era… Vencer os medos e livrar aqueles que tem os mesmos
medos, não só os medos, mas alguns defeitos…
“Cada palavra de Deus é
comprovadamente pura; Ele é um escudo pra quem nele se refugia” (Provérbios
30:5)
O grupo, que procurava Peter pela
cidade, resolve dar uma parada…
– Por onde esse maluco do Peter
foi cara! – Richard ofegante, olhando para todos os lados!
– Meu, que pique foi aquele de
atleta! O cara sumiu no meio do mundo paralelo, é pior que o Richard fugindo da
Nancy! – Todos dão risada da fala de Kalvin, mas Richard não…
– Nem brinca com isso, se não
sabe a saudade que eu já estou dela! – Richard bem cabisbaixo perante a
situação um pouco apertada que ali estava, Josh então aponta para parede do
outro lado da rua, na parede estava simbolizado o símbolo da polícia…
– Gente, isso me parece um bom
sinal! – Josh apontando…
– Sim, é! Poderemos nos armar
pelo jeito! – Stevie então um pouco mais feliz…
– Velhos tempos retornarão! –
Richard também um pouco mais motivado. Ao entrarem então no batalhão polícia,
eles notam tudo muito escuro, tinha até luz, mas era bem pouca… Richard vai
na frente do grupo, um pouco até assustado com o que pudesse ver pela frente,
mas tranquilamente ele chega a sala de armas, por sorte, lá tinham várias
armas, metralhadoras, pistolas e mais algumas coisinhas! Richard e Stevie então
pegam o que tem que pegar para eles, afinal são ex-policiais, já sabiam do
proceder…
– Richard, esses garotos nunca
usaram armas, acho que só o Armando, que casava cervos com seu pai, o que
fazer? – Stevie levanta um ponto bem importante…
– Gente, alguém aí sabe manusear
uma arma? – O único a se pronunciar é Armando…
– Eu sei usar espingarda, será
que tem por aí? – Richard responde…
– É, estamos procurando algo! –
Armando escuta e espera…
– Gente! Tem alguém vindo pra
cá… – Benny percebe o barulho, Koda como era irmão de Richard, aprendeu então
a atirar também, logo pegou uma pistola e apontou, Richard e Steve apontam
metralhadoras, Armando, Josh e o próprio Benny pegam canivete e seguram… A
pessoa então chega…
– Richard? Stevie? – Um homem com
a farda policial chega e pergunta…
– Lambert? -…
Lambert era um ex-policial que
havia cometido suicídio dentro da corporação…